OS DEUZ(s)E(s) DO MUNDO – Espedito Lima
A narrativa Bíblica mostra claramente que só existiu, existe e existirá um único e Supremo Deus, eternamente, Criador de tudo quanto está ao alcance dos nossos olhos e fora deles, além do nosso pensamento, tanto pelo aspecto material quanto e, principalmente, pelo espiritual, mediante a fé.
A espiritualidade pautada nas regras ditadas e editadas por Deus, a começar pelos dez mandamentos, recebidos por Moisés e transferidos para o povo de Israel e as gerações subseqüentes, conduz o ser humano, suas criaturas e àqueles que se tornarem seus verdadeiros e legítimos filhos, a um caminho de paz; reconhecimento pleno do Deus vivo e único Ser que reside no céu e que, de lá, observa tudo que foi feito pelas suas mãos e vontade, observando também e diuturnamente o comportamento de cada um de nós, que um dia haveremos de ser julgados “todos” pelo seu Filho Unigênito e entregue a ele.
Somente a ele é que devemos adoração, em espírito e em verdade, e não mais absolutamente a ninguém; pois se agirmos contrariamente, estaremos lhe desobedecendo e correndo o grande risco de sermos banidos definitivamente do seu meio e da conquista de seu reino. Não fosse assim, não precisaria que nenhum humano conhecesse a sua lei, seus preceitos, estatutos, juízos e os mesmos mandamentos, todos integrantes da sua constituição, que se resume simplesmente em dez artigos os quais são imutáveis.
Mas, as criaturas, assim como no princípio, deram as costas ao Criador e voltaram-se para elas mesmas “criaturas”. Preferiram e continuam preferindo a figura de um bezerro ou de qualquer coisa, do que a imagem de Deus. Preferem a veneração e adoração a si próprias, do que a Ele. Por isso, foram e estão sendo entregues aos seus “bel-prazeres”, expondo-se à mercê de uma inevitável condenação, a menos que o arrependimento lhe (nos) venha à tempo, para que sejam perdoados os seus pecados (nossos) e que a sua misericórdia, após uma verdadeira conversão assim possa acontecer (nos).
Quantas vezes se deixa de ouvir a sua palavra, de participar de momentos de oração, numa reunião espiritual, numa cerimônia religiosa, na essência do seu significado e vamos atrás de coisas banais, supérfluas; fixamos os olhos numa TV para assistirmos qualquer programa que nada tem a ver de proveito para nós, para os nossos e muito menos com a nossa educação, saúde, segurança, quanto mais questões espirituais, embora este tipo de entretenimento também seja exibido nos mais diversos e variados canais televisivos, assim como no teatro, cinemas e similares.
Muitos são idolatrados, venerados e adorados de tal forma pelas criaturas que terminam sendo vistos e aclamados por elas como verdadeiros deuz(s)es do mundo, tendo direito a cultos com aglomerações e concentrações volumosas, com atos e cerimônias gigantescas, onde se mistura tudo e todos, comungando-se a fantasia e o irrealismo “real” como se estivessem numa ceia preparada para a implantação de uma nova criação, endereçada ao endeuz(s)amento de pessoas que se destacaram e se destacam em áreas específicas ou não, as quais foram e são responsáveis pelo delírio de atrações e de atrair muito mais a nocividade do que o bem, a humildade, o amor ao próximo e uma caridade fraterna, em qualquer circunstância e em qualquer lugar do planeta da terra.
No mundo em que vivemos, quer seja pelo campo fictício, da virtualidade, da regionalidade ou da globalidade, não é difícil nos depararmos com os ídolos, seus admiradores e seus seguidores, com o culto dos vivos e dos mortos, que dominam a consciência inconsciente dos seres racionais que os têm como um deus, mesmo que os façam e os tenham como deuz(s)es, os ainda, consagrando como mitos, heróis e libertadores comuns, salvadores do mal (u) que aliciam o bem e propiciam a vida terrena “materialista” ao estado de um paraíso espiritual, distorcido e totalmente desprotegido.
Aos ídolos, nada; ao Criador, tudo. Aos deuz(s)es, nada; a Deus, tudo.
sábado, 11 de julho de 2009
A ALMA SORRIR Espedito Lima
A alma sorrir seu canto, afugentando o domínio que a angústia lhe dilacera
Levando-lhe ao medo que pela noite é perseguida, caindo nas mãos do tempo que lhe feriu
Mas aumenta o choro que seus olhos anunciam quando o vento sopra a brisa de sua mansidão
Buscando acalentar-lhe pelo vício que rasga a amargura de sua real e humilde solidão
A alma sorrir seu calar, pela voz que clama sua fausta eloqüência
Na cerimônia que exalta sua filósofa ação, engrandecendo seu nome que luzir
Como o brilho que esconde o falso querer e ofusca a alegria que vem
Indo ao encontro do secreto momento que sua vida anseia, mas não tem
A alma sorrir, sobre o véu que cobre o avolumado suor do seu cansaço
Indo aflita ao encontro que se abre no seu profundo e caudaloso coração
Não deixando incomodar o leito que obriga a mente cálida refletir um pensamento
Que fumega o crepúsculo do além e contamina o real pesar que alimenta o sofrimento
A alma sorrir, porque traz consigo a felicidade pela conquista do seu louvor
Enchendo seu sentimento de pura e eficaz alucinação, que envolve o amor do seu perdão
Na ausência do pensar do seu querer e jorra o odor do perfume que ama seu viver
Quando é solícita com o afeto que ludibria seu penar e a faz envolta no pulsar do seu querer
A alma sorrir, perdendo o controle do seu rumo, por acariciar a verdade quer necessita de carinho
Assim como o ar que suspira e levanta o néctar que seu labor produz e lança nos seus límpidos olhos
Os deixando adocicado, tal qual um leme que extirpou o veneno do gosto dos mares que estão bravios
Levados pelos arcos que colhem o sangue das veias, arremessados por ondas que balançam navios
A alma sorrir, porque não suplanta o desvelo que lisonjeia a calma que conduz o seu existencial
Não maquina o orgulho que atinge as pálpebras do seu diminuto, incerto e brusco consolo
Nem anima o florir do outono que despenca na aurora da cavidade da primavera glacial
Como disputa entre ela e ele, num inverno que tem como face o sossego do pranto angelical
A alma sorrir, sem razão, porque não lembra o glamour do seu desfile de modelo interno
Mas encanta-se com o gingado que seu corpo provoca quando usa a lucidez de sua passarela
Evocando a nota que o maestro entoa no íntimo do esteticista que o convida e patrocina
Laureando o vulcão do prazer que detona a mansidão, esquecendo-se do erro que nunca a elimina
A alma sorrir seu canto, afugentando o domínio que a angústia lhe dilacera
Levando-lhe ao medo que pela noite é perseguida, caindo nas mãos do tempo que lhe feriu
Mas aumenta o choro que seus olhos anunciam quando o vento sopra a brisa de sua mansidão
Buscando acalentar-lhe pelo vício que rasga a amargura de sua real e humilde solidão
A alma sorrir seu calar, pela voz que clama sua fausta eloqüência
Na cerimônia que exalta sua filósofa ação, engrandecendo seu nome que luzir
Como o brilho que esconde o falso querer e ofusca a alegria que vem
Indo ao encontro do secreto momento que sua vida anseia, mas não tem
A alma sorrir, sobre o véu que cobre o avolumado suor do seu cansaço
Indo aflita ao encontro que se abre no seu profundo e caudaloso coração
Não deixando incomodar o leito que obriga a mente cálida refletir um pensamento
Que fumega o crepúsculo do além e contamina o real pesar que alimenta o sofrimento
A alma sorrir, porque traz consigo a felicidade pela conquista do seu louvor
Enchendo seu sentimento de pura e eficaz alucinação, que envolve o amor do seu perdão
Na ausência do pensar do seu querer e jorra o odor do perfume que ama seu viver
Quando é solícita com o afeto que ludibria seu penar e a faz envolta no pulsar do seu querer
A alma sorrir, perdendo o controle do seu rumo, por acariciar a verdade quer necessita de carinho
Assim como o ar que suspira e levanta o néctar que seu labor produz e lança nos seus límpidos olhos
Os deixando adocicado, tal qual um leme que extirpou o veneno do gosto dos mares que estão bravios
Levados pelos arcos que colhem o sangue das veias, arremessados por ondas que balançam navios
A alma sorrir, porque não suplanta o desvelo que lisonjeia a calma que conduz o seu existencial
Não maquina o orgulho que atinge as pálpebras do seu diminuto, incerto e brusco consolo
Nem anima o florir do outono que despenca na aurora da cavidade da primavera glacial
Como disputa entre ela e ele, num inverno que tem como face o sossego do pranto angelical
A alma sorrir, sem razão, porque não lembra o glamour do seu desfile de modelo interno
Mas encanta-se com o gingado que seu corpo provoca quando usa a lucidez de sua passarela
Evocando a nota que o maestro entoa no íntimo do esteticista que o convida e patrocina
Laureando o vulcão do prazer que detona a mansidão, esquecendo-se do erro que nunca a elimina
UM OLHAR – Espedito Lima
Vagueia pelos ares e sombreia a luz que cobre a mansão do seu ver
Escorregando seu pensar sobre um sorriso singelo e encantador
De uma donzela que tem a cor de canela e esbanja sua alegria
Como se fosse um líquido sublime que amacia o gosto duma fatia
Corre como um cego que enxerga o braile do papel que lhe fala
Tal qual uma letra grega que assume a paternidade do seu alfabeto
Indo de encontro à majestade que ostenta a coroa do filho do fel
Mas se encanta com a manjedoura que deu à luz ao servo do mel
Tremula no campo que a relva enverdece sua sensata palidez
Esculpindo o manto na moldura que lembra seu sorriso a fluir
Como garça que voa levando consigo a veste genuína e nupcial
Içando a bandeira que o vento sacode no extremo celestial
Alimenta-se do pão que ele fabrica no sossego veloz da madrugada
Fermentado pelo galanteio da noite que aquece a brisa da manhã
Enaltecendo o calor jorrado do sol que ilumina seu rubro coração
Que tanto lhe fala, lhe pede, exalta a fome do beijo que traz emoção
Avassala o deserto que habita a sede do fácil e salutar viver
Demonstrando que nada acontece sem o fruto da árvore do bem
Que causa o espanto da serpente que fulminou a vontade da mulher
De amar seu varão que nunca pecou buscando seu breve prazer
Adocica a lente que ver a penumbra vivida pelo forte e caudaloso luar
Assemelhado ao tempo que surge dentro do hoje e fora do ontem
Como o raso que se aprofunda na cavidade que encoraja a paixão
Atormentando o vício que alucina a ganância fútil e fiel da mera ilusão
Exalta a festa que descansa no divã abraçando o sonho das ondas do mar
Em alta tempestade que semeia a fonte do vaso que colhe o lindo pomar
Alegando que a valsa dançante e o tango solfejado pelo faminto paladar
Aumenta a doença causada pelo rumor instigante de um saudoso olhar
Vagueia pelos ares e sombreia a luz que cobre a mansão do seu ver
Escorregando seu pensar sobre um sorriso singelo e encantador
De uma donzela que tem a cor de canela e esbanja sua alegria
Como se fosse um líquido sublime que amacia o gosto duma fatia
Corre como um cego que enxerga o braile do papel que lhe fala
Tal qual uma letra grega que assume a paternidade do seu alfabeto
Indo de encontro à majestade que ostenta a coroa do filho do fel
Mas se encanta com a manjedoura que deu à luz ao servo do mel
Tremula no campo que a relva enverdece sua sensata palidez
Esculpindo o manto na moldura que lembra seu sorriso a fluir
Como garça que voa levando consigo a veste genuína e nupcial
Içando a bandeira que o vento sacode no extremo celestial
Alimenta-se do pão que ele fabrica no sossego veloz da madrugada
Fermentado pelo galanteio da noite que aquece a brisa da manhã
Enaltecendo o calor jorrado do sol que ilumina seu rubro coração
Que tanto lhe fala, lhe pede, exalta a fome do beijo que traz emoção
Avassala o deserto que habita a sede do fácil e salutar viver
Demonstrando que nada acontece sem o fruto da árvore do bem
Que causa o espanto da serpente que fulminou a vontade da mulher
De amar seu varão que nunca pecou buscando seu breve prazer
Adocica a lente que ver a penumbra vivida pelo forte e caudaloso luar
Assemelhado ao tempo que surge dentro do hoje e fora do ontem
Como o raso que se aprofunda na cavidade que encoraja a paixão
Atormentando o vício que alucina a ganância fútil e fiel da mera ilusão
Exalta a festa que descansa no divã abraçando o sonho das ondas do mar
Em alta tempestade que semeia a fonte do vaso que colhe o lindo pomar
Alegando que a valsa dançante e o tango solfejado pelo faminto paladar
Aumenta a doença causada pelo rumor instigante de um saudoso olhar
quinta-feira, 11 de junho de 2009
É DIREITO NÃO TER DIREITO! – Espedito Lima
Nada de estranho, nada de anormal, tudo dentro da absoluta “normalidade”. Mas, uma indagação: por que o direito não tem direito? É meio complicada a pergunta, não acham? É verdade! Você tem direito de que – a quê?
Certo amigo nosso, recentemente, nos disse que está disposto ir atrás de seus direitos; então lhe perguntei: que direito? De falar o que vejo, sinto e que sei. Mas de que forma, aonde, em que e quando? Insisti com minhas perguntas. Ele retrucou: pode ser no jornal, no rádio, na TV, em qualquer lugar; o que não quero é ficar calado e sem direito. Tudo bem!
E continuou: eu quero ter o direito de ser eu mesmo e de mostrar o que conheço e o que sei; eu quero informar e desmascarar aqueles que nada fazem e mentem vergonhosa e descaradamente pra todo mundo. O povo não sabe de nada. Existem alguns que desejam ser informados, muito embora uma imensa maioria não ligue pra isto; nada quer ver, muito menos saber.
Se eles não querem, eu quero ter meu direito de saber e de mostrar para esse direito obscuro, omisso e negligente a outrem; àqueles que primam por ele e o consideram um “documento” real e válido para os padrões de vida de uma humanidade civilizada, não necessariamente de primeiro, quinto ou último mundo, mas de um mundo que viva e sobreviva à sombra do direito justo, legal.
Ele é reprimido, assim como eu sou também; ele é incoerente e contraia a minha coerência. Ele é bruto e não anseia pela singeleza; ele é irreal, um abstrato, todavia, eu sou comum, desejo ser humilde e sincero. Ele não permite que eu viva desse jeito, a sua ação é cruel; seu comportamento é amparado pela lei e eu sou desprotegido por ele e por ela, literalmente. É um absurdo, mas tenho que conviver com ele, este é meu direito, de não ter direito a ele, ao direito.
Sim, meu caro amigo, mas aonde você vai buscar seu direito? Na lei e na justiça. Mas que lei e que justiça? Quem são estas celebridades? Desfilam por onde e em que canal de TV são vistas? São pessoas confiáveis e atraentes, além de poderosas? Resolvem mesmo seu problema? Você está certo meu amigo; suas perguntas são contundentes, porém cheias de razão. Nem elas têm o direito, por isso como nós termos nossos direitos reconhecidos e garantidos? Ele é mera fantasia, simplesmente uma figura decorativa, esquecida na esquina de qualquer saleta, tal qual um vaso à espera de tipo de lixo que não pode ser reciclável. Aliás, o próprio lixo é sem direito, assim como nós.
O direito dele é castrado; volto atrás e reconheço. O único direito que ele tem, vez por outra, é exatamente ser reciclado, para os outros, não para si mesmo. Esta é sua decepção, sua tristeza, o seu brinde. Ele é levado tapeado, pisado, lançado ao terreno baldio, às moscas e aos abutres, entre outros. E sobre nós praticamente é aplicada a mesma regra, os mesmos critérios, que o direito não nos assiste, simplesmente não existe; apenas, única e exclusivamente aos poderosos. É a regra da lei e da justiça materiais. É o confronto entre o querer e o não ter; o buscar e não achar; o bater e não abrir; o ver e não ouvir.
Nada de estranho, nada de anormal, tudo dentro da absoluta “normalidade”. Mas, uma indagação: por que o direito não tem direito? É meio complicada a pergunta, não acham? É verdade! Você tem direito de que – a quê?
Certo amigo nosso, recentemente, nos disse que está disposto ir atrás de seus direitos; então lhe perguntei: que direito? De falar o que vejo, sinto e que sei. Mas de que forma, aonde, em que e quando? Insisti com minhas perguntas. Ele retrucou: pode ser no jornal, no rádio, na TV, em qualquer lugar; o que não quero é ficar calado e sem direito. Tudo bem!
E continuou: eu quero ter o direito de ser eu mesmo e de mostrar o que conheço e o que sei; eu quero informar e desmascarar aqueles que nada fazem e mentem vergonhosa e descaradamente pra todo mundo. O povo não sabe de nada. Existem alguns que desejam ser informados, muito embora uma imensa maioria não ligue pra isto; nada quer ver, muito menos saber.
Se eles não querem, eu quero ter meu direito de saber e de mostrar para esse direito obscuro, omisso e negligente a outrem; àqueles que primam por ele e o consideram um “documento” real e válido para os padrões de vida de uma humanidade civilizada, não necessariamente de primeiro, quinto ou último mundo, mas de um mundo que viva e sobreviva à sombra do direito justo, legal.
Ele é reprimido, assim como eu sou também; ele é incoerente e contraia a minha coerência. Ele é bruto e não anseia pela singeleza; ele é irreal, um abstrato, todavia, eu sou comum, desejo ser humilde e sincero. Ele não permite que eu viva desse jeito, a sua ação é cruel; seu comportamento é amparado pela lei e eu sou desprotegido por ele e por ela, literalmente. É um absurdo, mas tenho que conviver com ele, este é meu direito, de não ter direito a ele, ao direito.
Sim, meu caro amigo, mas aonde você vai buscar seu direito? Na lei e na justiça. Mas que lei e que justiça? Quem são estas celebridades? Desfilam por onde e em que canal de TV são vistas? São pessoas confiáveis e atraentes, além de poderosas? Resolvem mesmo seu problema? Você está certo meu amigo; suas perguntas são contundentes, porém cheias de razão. Nem elas têm o direito, por isso como nós termos nossos direitos reconhecidos e garantidos? Ele é mera fantasia, simplesmente uma figura decorativa, esquecida na esquina de qualquer saleta, tal qual um vaso à espera de tipo de lixo que não pode ser reciclável. Aliás, o próprio lixo é sem direito, assim como nós.
O direito dele é castrado; volto atrás e reconheço. O único direito que ele tem, vez por outra, é exatamente ser reciclado, para os outros, não para si mesmo. Esta é sua decepção, sua tristeza, o seu brinde. Ele é levado tapeado, pisado, lançado ao terreno baldio, às moscas e aos abutres, entre outros. E sobre nós praticamente é aplicada a mesma regra, os mesmos critérios, que o direito não nos assiste, simplesmente não existe; apenas, única e exclusivamente aos poderosos. É a regra da lei e da justiça materiais. É o confronto entre o querer e o não ter; o buscar e não achar; o bater e não abrir; o ver e não ouvir.
Afinal, é direito não ter direito. Fazer o que!
VAI! – Espedito Lima
Vai ao longo do ar que ele mesmo respira
E veste-se de água que pinga por perto
Sobre o vazio que ilude o semblante da luz
E ofega a mágoa que limpa o seu plágio
Vai o raso como a profundeza que rasga o abismo
Elevando-se como elegância que aguça um corpo
O tornando num esplêndido véu que o cobre
Mas ausenta-se de si como a sombra que passa
Vai elevando o cajado que fulmina o ódio
Relembrando a postura que varre o fiel
Lampejando o vaso que dobra a ciência
E esfrega a parede que esbarra seu ser
Vai o além que empurra a onda
Sob o céu que inunda uma vida
Clareando a pujança que jorra na terra
A vereda do hoje que inflama o amanhã
Vai à moldura que retrata o fel
Clamando pelo longe que sobeja por perto
Correndo no regaço que ama o vil
Escorando-se no ventre que rasga a flor
Vai o leme que grita sem voz
Enfurecendo a noite que baila de dia
Brincando no campo que volta sem ir
E chora sorrindo e canta o velar
Vai o rio que desce do ar
Espalhando o suor que cansa o falar
Abrindo o manso que ouve sem visão
Visando a fama que nunca chegou
Vai o ficar do ir e a sombra do vem
A volta do ser e a lembrança do mal
O juízo que mostra a face do bem
No encontro que rega a cruel esperança
Vai ao longo do ar que ele mesmo respira
E veste-se de água que pinga por perto
Sobre o vazio que ilude o semblante da luz
E ofega a mágoa que limpa o seu plágio
Vai o raso como a profundeza que rasga o abismo
Elevando-se como elegância que aguça um corpo
O tornando num esplêndido véu que o cobre
Mas ausenta-se de si como a sombra que passa
Vai elevando o cajado que fulmina o ódio
Relembrando a postura que varre o fiel
Lampejando o vaso que dobra a ciência
E esfrega a parede que esbarra seu ser
Vai o além que empurra a onda
Sob o céu que inunda uma vida
Clareando a pujança que jorra na terra
A vereda do hoje que inflama o amanhã
Vai à moldura que retrata o fel
Clamando pelo longe que sobeja por perto
Correndo no regaço que ama o vil
Escorando-se no ventre que rasga a flor
Vai o leme que grita sem voz
Enfurecendo a noite que baila de dia
Brincando no campo que volta sem ir
E chora sorrindo e canta o velar
Vai o rio que desce do ar
Espalhando o suor que cansa o falar
Abrindo o manso que ouve sem visão
Visando a fama que nunca chegou
Vai o ficar do ir e a sombra do vem
A volta do ser e a lembrança do mal
O juízo que mostra a face do bem
No encontro que rega a cruel esperança
sábado, 29 de novembro de 2008
AS DO ESPEDITO LIMA
FOGUETÓRIO - Perguntado se sabia do que se tratava sobre a “solta de fogos” na cidade de Jeremoabo desde e principalmente quinta-feira passada (27/11/2008), respondi: eu ainda não acreditava que iriam realmente incendiar a cidade como vem se comentando ha muito tempo; mas, certamente os fogos da quinta estavam prenunciando o que poderá acontecer e, ao mesmo tempo, anunciando que a partir daquela data, a lua estava entrando na sua fase “nova”. Como na ou em Jere (moabo) existem muitos “”LUNÁTICOS””, eles entraram em ação
BATALHÃO DE CHOQUE – Encontra-se recolhido no Batalhão de Choque da Capital do Estado, Salvador-Bahia, o PM José Augusto Ribeiro Silva, contra quem foi expedido Mandado de Prisão, em razão do mesmo ter sido condenado pelo Tribunal do Júri da Sede desta Comarca por prática de crime de homicídio e, havendo recurso, lhe foi negado pelo TJ/BA – Primeira Câmara Criminal
MUTIRÃO – O pessoal do Cartório Criminal ultimou no dia de ontem (quinta-feira – 27/11/08), as diligências para a realização do mutirão da conciliação, que deverá ocorrer no período de 01 a 05 de dezembro deste ano em todo o Brasil e, evidentemente, na Comarca de Jeremoabo. Foram mais de 300 os processos escolhidos para as audiências, as quais deverão acontecer a partir das 12:00 horas (segunda a sexta-feira). Todos os feitos são do Juizado Especial Criminal que tramitam no Cartório acima citado
CHUVA – Enquanto o Estado de Santa Catarina enfrenta estado de calamidade com as fortes chuvas que caíram sobre si, o nordeste brasileiro continua sem perspectiva de chuva, inclusive Jeremoabo. As temperaturas têm ultrapassado a barreira dos 35 graus, mesmo assim o precioso líquido nada de cair. As pastagens parecem mais estradas de piçarra e a água já não existe em diversos povoados do interior do município. Estamos a caminho de uma nova calamidade – seca total
BAGUNÇA TOTAL – Haja o que houver; entra semana sai semana, e a bagunça no centro de Jeremoabo continua de mal a pior, especialmente nos finais de semana e mês; ninguém mesmo toma uma providência, está tudo a “migué” e salve-se quem puder. É gente, é veículo, animal, moto, carroça, bicicleta e tudo que aparecer e ninguém ta nem ai, vale tudo
ABANDONO TOTAL – A Jere foi abandonada mesmo pelo poder público municipal; parece até que a cidade está sendo administrada pela própria população – sem ação. E tudo ta sob controle, é assim que dizem. Deus ta vendo. Ainda bem que estamos chegando ao fim e que fim. Ha mais tempo e nunca mais. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe
A TARDE – Repórter do Jornal A Tarde, de Salvador, da Sucursal de Feira de Santana-Bahia visitou a Comarca de Jeremoabo nesta sexta (28/11/08) e manteve contacato com o Magistrado, Dr. Roque Ruy Barbosa de Araujo, Juiz Titular; com o Representante do Ministério Público (2ª Promotoria), Dr. Leonardo de Almeida Bittencourt e com o Escrivão-Chefe de Secretaria do Cartório dos Feitos Criminais, Execuções Penais, do Júri, da Infância e Juventude e Fazenda e Registros Públicos, Sr. Espedito Soares Lima (Espedito Lima). Um dos assuntos tratado foi sobre o bloqueio das contas do município de Sítio do Quinto, cujo processo encontra-se para ser proferida decisão a qualquer momento
ZEZÉ - O Congresso Nacional dos Servidores do Poder Judiciário dos Estados que ocorreu entre os dias 13 e 15 de novembro, em Brasília, terminou em clima de vitória. A presidente do SINPOJUD, Maria José Silva “Zezé” foi reeleita por unanimidade para o seu 2º mandato como presidente da FENAJUD. Obs: Zezé é Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia – SINPOJUD.
Fonte desta notícia, com exceção da observação, Diretoria de Imprensa/Sinpojud.
ESTUDANTES DA AGES – Espedito Lim
A cidade de Paripiranga-Bahia, foi fundada praticamente em 1938 e seu município conta com uma extensão territorial de 436,0 quilômetros quadrados, tendo uma população de mais de 28 mil habitantes. É nessa cidade que está instalada a FACULDADE AGES, recentemente escolhida como a 16ª do Brasil, 1ª do norte, nordeste e centro-oeste; por isso, vem merecendo destaque a nível regional e nacional. Ela abriga atualmente mais de 60 alunos oriundos da cidade/município de Jeremoabo-Bahia, os quais em todos os finais de semana se deslocam até ela – Paripiranga para, com muito sacrifício, tentar fazer um curso superior, tendo em vista que Jeremoabo agora é que dá inicio a era de uma entidade que propicie aos seus filhos-alunos o alcance dele, com a franquia da FTC.
Esses estudantes, considerando que seu município até o transporte que os levava àquela cidade/Faculdade foi suspenso e se já vinham enfrentando dificuldades estas, com tal atitude, aumentaram ainda mais; pois, o orçamento teve que ser aumentado, razão porque tiveram que se adaptarem a uma nova planilha dos recursos familiares vez que, pelo menos a maioria, não exerce nenhuma atividade remunerada e seus pais têm uma renda não muito suficiente para bancarem tudo. Além do mais, têm que arcar com despesas de alojamento e alimentação, durante a estadia por lá – quinta ou sexta/domingo.
Não se explica e não se justifica que um município como o nosso – Jeremoabo, além de ser mais antigo que tantos outros de seu porte, na Bahia; ser inclusive pai/mãe de muitos; de tanta dizem, tradição política; economicamente mais viável; berço de inteligência e de uma civilização, a começar pelo aspecto educacional, muito mais antiga, tenha que se contentar com coisas ou fatos que nem mesmo as tabas indígenas estão mais à mercê de ação, apoio, incentivo e respeito aos seus “tribais”.
Não se explica e não se justifica que um município como o nosso – Jeremoabo, além de ser mais antigo que tantos outros de seu porte, na Bahia; ser inclusive pai/mãe de muitos; de tanta dizem, tradição política; economicamente mais viável; berço de inteligência e de uma civilização, a começar pelo aspecto educacional, muito mais antiga, tenha que se contentar com coisas ou fatos que nem mesmo as tabas indígenas estão mais à mercê de ação, apoio, incentivo e respeito aos seus “tribais”.
Não se justifica e nem se explica também, o fato das autoridades municipais se escusarem de, no mínimo, garantirem um transporte gratuito e digno a essas pessoas que, mais tarde, não só poderão engrandecer-se a si mesmas, mas sua terra natal. Não só darão fruto à sua família, mas também a um pai e uma mãe chamados Jeremoabo. Somente um míope não pode enxergar os benefícios que possam advir daqueles que estão em busca da conquista de um curso superior/profissionalizante, pois se essa miopia não os atingisse, certamente teriam outra visão, não castrariam e não impediriam o desejo desses estudantes; pelo contrário, os daria pleno e irrestrito apoio de um modo muito mais abrangente, jamais negligente.
Não são raros os municípios que, não só ajudam com o transporte de estudantes, como também assim, os auxiliam no alojamento, na alimentação e, sobretudo acomodação, a exemplo “da casa do estudante” ou “alojamentos” próprios em cidades do interior, aquelas onde se localizam Estabelecimentos de Ensino Superior, como também assim nas capitais. É louvável tal atitude e comportamento; afinal, a educação é um direito de todos, especialmente daqueles que têm dificuldade financeira para custearem seus estudos. É dever do estado, como um todo, agir em defesa desse direito, nunca ignorá-lo.
Mas, mesmo com dificuldades, eles continuam e continuarão com a maratona para a conquista de um lugar privilegiado no pólium da competição – formação/formatura. Mesmo com transporte de má qualidade, estradas esburacadas, distancia e viagens cansativas; mesmo com o custeio de alimentação, passagem e hospedagem, eles hão de triunfar no final e receberão a coroa do esforço, dedicação, aprendizado e o canudo do saber.
Todos reclamam e esperam que ainda na atual administração e antes do final do atual período letivo, possam receber o mínimo de ajuda dos poderes públicos – Prefeitura, para amenizar suas dificuldades financeiras e, em fim, o custeio dos seus estudos. Muitos, caso essa ajuda não venha ou não continue, estarão ameaçados de não concluírem o curso, o que seria imensamente lamentável.
COLABOREM COM NOSSOS ESTUDADANTES. NÃO OS DEIXEM FRUSTRADOS E DECEPCIONADOS. PREZEM PELA EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DOS NOSSOS JOVENS.
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